sexta-feira, 1 de junho de 2012

domingo, 21 de março de 2010

ARTE POR ENCANTO POR ENQUANTO/2002 - Por Rose Almeida



O projeto valorizou os artistas locais. Aqui a Escola Est. Senhor do Bonfim DERBA, convidou a cantora Regina Salgado e a artista plástica Anita Cabral.

CERIMONIAL MÁGICO DE UM BANQUETE LINGÜÍSTICO

APOCALIPSE (Revelação 10,8)

O livrinho doce e amargo – A voz do céu que eu tinha ouvido tornou então a falar-me: “Vai, toma o livrinho aberto da mão do Anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra”. Fui, pois, ao Anjo e lhe pedi que me entregasse o livrinho. Ele então me disse: “Toma-o e devora-o; ele te amargará o estômago, mas em tua boca será doce como o mel”. Tomei o livrinho da mão do Anjo e o devorei: na boca era doce como mel; quando o engoli, porém, meu estômago se tornou amargo”.

História em Quadrões: pinturas de Maurício de Sousa, gibis da Turma da Mônica, Coleção Crianças Famosas, O Menino Maluquinho, Menina Nina, canções de Hélio Ziskind, Sandra Peres, Paulo Tatit, que florescem na TV Cultura premiadas com o Sharp de melhor Música Infantil...
Buscar nessas produções não para tomá-las como exemplo ou parâmetro, mas para refletir sobre aspectos que nos escapam, ver o que está no meio ambiente mas ao mesmo tempo o que poderia estar é fonte inesgotável para se entender melhor que não há como um sujeito se expressar se não tiver uma concepção clara de sua realidade percebida.
A arte estimula a imaginação das crianças para descobrirem o que querem e como querem o seu mundo exterior.
O Ver, o Ouvir e o Ler o mundo ao seu redor para poder falar e escrever sobre ele. A obra de arte tem poder de revelação, é ao mesmo tempo reflexo e espelho, observo-me diante de um Renoir ao mesmo tempo que observo a obra que se entrega à minha contemplação. Aqui o método deixa de ser instrumento em favor dos dircursos científcamento estabelecidos, ou seja, ao abandonar atitudes cristalizadas posso finalmente dirigir-me ao diálogo, ao imaginário.
A comunicação deixa de ser tratada só como presença e substância, mas também como uma incompletude, movimento, pluralidade, um rastro do que se perdeu, uma espécie de presente- ausente . A poesia de Manoel de Barros diz “tem mais presença em mim o que me falta”. A linguagem, o signo, a imagem, o comunicar o objeto, tornar comum, trazer à superfície do social, como fazer isso numa era de implosão de significações, dos sentidos, das validades a longo prazo do saber? resta-nos recomeçar, buscar outros modelos aprisionam os conceitos e impõem limitações. A nova comunicação se pauta pela instabilidade, pelo diálogo entre os diversos saberes, pela quebra de barreiras, ela quer olhar o outro lado, o território misterioso onde se desenvolvem as práticas humanas, a sociabilidade, tornar visível. É importante dar vazão ao impulso, a comunicação é um rastro e como diz Komper, só pode ser rastreado, sentido.
Numa sociedade em que o mal se torna regra e não exceção, num século onde a comunicação é configurada a partir de uma sociedade tecnológica e digital, onde há banalização da violência, fartas imagens de dimensões descomunais, para causar rubor sugiro ao já desenvolvido por Nietzsche - a arte milagra esse percurso. Volto a Manoel de Barros “ quem acumula muita informação perde o condão de advinhar: divinare”.
Num universo telemático o que se encontra é um pensamento imaterial simbólico.O homem é um animal comunicante, o que o leva por romper o isolamento para comunicar-se é antes a exposição da incompletude, da angústia. O cenário agora é não mais conferir a comunicação através de argumentar uma linguagem ideal ou tampouco paradigmas como soluções, teleologia do saber clássico. Comunicação agora é para ser apreendida desde o seu interior e, quando tivermos palavra para algo é porque já o ultrapassamos e as vivências em toda sua amplitude jamais serão captadas integralmente pelo outro, a este resta tão só receber sintomas daquilo que existe por imagens, efúvios e afeto, um relacionamento voluptuoso com os termos corrompendo-os até a quimera.

RELATÓRIO ARTE POR ENCANTO POR ENQUANTO - Esc. Est. Senhor do Bonfim DERBA


MONA MARATONA, 2002
Abner Adriano dos Santos, 3ª série
Escola Estadual Senhor do Bonfim DERBA
Senhor do Bonfim- BA
Brasil




MULHER COM SOMBRINHA, 1875
Claude Monet (1840-1926)
óleo sobre tela, 100X81cm
National Gallery of Art, Washington
Estados Unidos


Atividades desenvolvidas pelo professores:
- Apresentações e palestras de convidados da própria comunidade:
Música: Regina Salgado e Grupo Cordas Vivas
Pintura: Maria Ineuza Brbosa (Edineuza) e Anita Cabral
- Leitura feita pelos professores e Releitura feita pelos alunos dos livros da Coleção Crianças Famosas e História em Quadrões de Mauricio de Sousa.
- Conversa informal sobre os personagens
- Reconto através dos desenhos
- Dramatizações (na história sobre a infância de Monteiro Lobato trabalhamos também círculos e semi-círculos na confecção do Rabicó e do Visconde
- Redação
- Auto-biografia dos alunos.

Dificuldades encontradas: escassez de material, ambiente inadequado, desinteresse por parte de alguns aluno.

Dificuldades dos alunos: Poe ser um projeto inovador, muitos ficaram inseguros e tinham dificuldades para expressarem suas opiniões e sentimentos.
Também tinham dificuldades em pronunciar e escrever os nomes dos artistas estrangeiros e suas obras.
Reações e expressões dos alunos: a maior parte deles se comportaram muito bem. Com interesse e entusiasmo alguns queriam dançar (na parte da música), outros diziam:
-“Estou voando no espaço!”
- “Virei um anjo!”
- “Estou nas nuvens!”
- “Virei um pássaro e estou voando!”
- “Tem um monte de bailarinas dançando!”
- “Achei lindo! Tive vontade de chorar! Senti um dor no coração!”
- “Estou relaxado, calmo e leve!”
- “Pensei no meu casamento, nos meus filhos!”
- “Tive vontade de dormir!”
- “Parece uma valsa! Vamos dançar professora?”

Na pintura gostavam muito de fazer seus desenhos, de mexer com pincéis e tintas, misturar as cores e dar margens a suas imaginação.
Habituaram a pesquisar no dicionário; localizar no mapa os países mencionados nos livros; diferenciam e apreciam a música clássica; sabem o que é um atelier e uma galeria de arte; utilizam recursos próprios do texto escrito: maiúscula inicial, ponto final, parágrafo e título; rascunham e reescrevem seus próprios textos aprimorando-os; utilizam a reescrita de texto sem perder de vista as idéias originais do autor (a) e preocupam-se com o acabamento de seus trabalhos tendo em vista a sua exposição.

Professores que participaram desse Projeto:
Cláudia Maria Pinto Martins
Edinaílde Oliveira Silva
Marlene Araújo Tupiná
Adelina Angélica Ferreira da Silva
Edilene Victor de Almeida Ragone

*********************************************************************Reflexão
Nos relatos da primeira Escola os professores não convidaram artistas da comunidade para um trabalho com os alunos, causando dificuldades como a mistura de tintas. Ocorreu de forma contrária na segunda Escola, os professores convidaram artistas da comunidade que se deslocaram à instituição, dando sua contribuição, sem falar na credibilidade e no respeito que esta visita creditou à escola que oportunamente resgata o respeito e o apoio perdidos ao longo desses anos todos de insegurança e fracasso.
Nota-se que o desinteresse por parte de alguns alunos é a resistência ao novo, habituados a um cotidiano falido, porém cômodo, uma segurança mórbida mas que tira o conflito de ter que expressar opiniões e sentimentos.
Também não pode deixar desapercebido o esforço dessas escolas ao providenciar de imediato o que nelas inexistem por se tratar de momentos que urgem profundas e exigentes mudanças.
A aquisição de saberes de uma disciplina continua sendo prioridade indiscutível, mas torna-se extremamente importante fugir ao cotidiano da escola ensinando nossos alunos a enfrentar insegurança e dificuldades expressando suas opiniões e sentimentos, e a arte, há a arte move essas possibilidades.

RELATÓRIO ARTE POR ENCANTO POR ENQUANTO - Esc. Est. Mariana A. de Oliveira





Os alunos do CBAI fizeram apreciações de modo sensível, sobre produções de colegas e artistas (olhar, observar, opinar, discutir nas diversas linguagens).
Trabalhamos as palavras mais fáceis da biografia do referido pintor, como cópia, separação de sílabas e a família silábica de algumas palavras. Tiveram dificuldade no início de desenhar para pintar, mas com esforço se preocuparam com o acabamento de seus trabalhos tendo em vista a sua exposição.
PROFa: Lucilia de Oliveira Santos
O projeto foi desenvolvido na medida do possível com a finalidade de despertar a experimentação e pesquisa, dando imaginação criadora e transformadora aos alunos da 4ª série do ensino fundamental.
Foi reconhecida a importância e o interesse pela arte, sensibilizando produções artísticas, mediante o desenvolvimento de padrões de gosto pessoal e manifestações de opiniões, idéias e preferências sobre a arte.
Os alunos que mostraram interesse pelas artes, escolheram aqueles pintores que mais se identificaram. Por esse motivo resolveram criar seus personagens em cima das telas de Van Gogh, Monet, Leonardo da Vinci e Renoir.
Ficaram encantados e impressionados com o olhar da Mona Lisa. Andando de um lado para outro na sala, perceberam que o olhar os acompanhava em todas as direções.
Tivemos a oportunidade de trabalhar com as matérias de: Português e Ciências onde foi feita a da pesquisa da biografia dos pintores e de suas auto-biografias, onde descobriram suas cidades de origem e também sua árvore genealógica. Em Matemática leram e escreveram números, utilizando conhecimento sobre escrita posicional. Em Geografia, observando o mapa mundi, localizaram os países de origem de cada pintor. Na História ficaram curiosos só perguntando o por que suas telas só ficarem famosas e valiosas depois que eles morreram achando bastante triste eles não terem curtido a fama.
Quanto as dificuldades encontradas foram: pouco espaço de tempo, salas pequenas, para eles espalharem os materiais, temperatura elevada (bastante calor) ,inexperiência nas misturas das cores das tintas, a não participação de todos os alunos, onde eu como regente, ficava de uma sala para outra, tentando dividir a atenção com todos.
Tirando todas as dificuldades, foi bastante proveitoso esse trabalho com os alunos, porque houve coordenação, formulação de perguntas, expressão clara e precisa de idéias e opiniões e disposição mediante trabalho em grupo.
PROFª Sueli Viana Vieira