O LAGO DOS CISNES
As breves entrevistas auxiliam os telespectadores a entrarem no universo de Mats Ek. O coreógrafo utiliza os clássicos como ponto de partida para a criação de um novo espetáculo. O Lago dos Cisnes original foi criado em 1875 baseado na música de Tchaikovski, o pano de fundo para contar a história de uma princesa transformada em cisne por um mago e que, à meia-noite, volta à forma humana.
A história começa quando a rainha decide que o príncipe Siegfried deve casar-se e anuncia o baile real, no qual ele elegerá uma mulher. Numa noite, quando o príncipe saiu com amigos para caçar, deparou-se com um grupo de cisnes brancos em um lago. O mais belo deles se transformou em uma jovem encantadora. Siegfried apaixona-se e descobre a triste sina de seu cisne.
Durante o baile, Siegfried conhece o tal mago, sua filha vestida de negro e declara-se a ela. Depois, recorda que já havia feito o mesmo à beira do lago. Ao saber da traição, o cisne branco tenta o suicído, mas o arrependimento do príncipe salva-a e liberta-a da maldição.
QUEBRA-NOZES
Autor Tchaikovsky, Piotr Ilitch
Apresentado pela primeira vez em 1892, em São Petersburgo, O Quebra Nozes é baseado na versão de Alexandre Dumas, Pai, de um conto infantil de Hoffmann, O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos. A música de Tchaikovski e a coreografia original de Marius Petipa e Lev Ivanov deram ao balé o status de clássico desde as primeiras récitas. O ocidente só veria O Quebra Nozes pela primeira vez em 1934, no Sadler"s Wells Theatre.
No Brasil, a primeira versão, em 1957, foi levada no Teatro João Caetano por Eugênia Feodorova, com Dalal Achcar no papel de Fada Açucarada. A grande popularização do balé se deu a partir da excepcional montagem da própria Dalal realizada em 1973 com participações estelares como a de Cyril Athanassoff. "Desde então eu fiz o Quebra-Nozes todos os anos da minha vida – no Municipal do Rio, no João Caetano ou em São Paulo", lembra a presidente do Municipal.
O QUEBRA NOZES
Prólogo e Dois Atos
No prólogo, vê-se a casa do Conselheiro Von Stahlbaum, cuja esposa e três filhos (Clara, Louise e Fritz) preparam a festa de Natal, na sala feericamente iluminada. Crianças e convidados se divertem. O padrinho de Clara, o estranho Dr. Drosselmeyer, faz mágicas para os convidados e presenteia sua afilhada com um lindo quebra-nozes em forma de soldadinho. Os irmãos, com inveja, tomam-lhe o brinquedo e o quebra-nozes é danificado.
Ao fim da festa, todos se retiram e os moradores vão dormir após a tradicional Dança dos Avós. Clara, insone, desce para buscar o quebra-nozes. Na sala escura, iluminada apenas pela árvore, ela se apavora com o relógio que bate a meia-noite e com o ruído dos ratos. A menina vê a estranha figura do padrinho, que faz com que a árvore de Natal cresça aos seus olhos. Bonecos ganham vida. O soldadinho de brinquedo ouve os ratos se aproximando e conclama os companheiros à luta.
Uma batalha acontece entre os Ratos e os Soldados, comandados pelo Quebra-Nozes. Os Ratos estão prestes a vencer quando Clara atira o chinelo na cabeça do Rei dos Ratos. Distraído, é morto pelo Capitão dos Soldados, que se transforma num Príncipe e convida Clara a um passeio pelo Reino das Neves e pelo Reino dos Doces.
No primeiro ato, Clara e o Príncipe viajam através de uma floresta gelada. Os flocos, metamorfoseados em criaturas vivas, dançam com o Príncipe e a Rainha das Neves.
No segundo ato, Clara chega ao Reino dos Confeitos e é apresentada pelo Príncipe à Fada Açucarada. O Príncipe conta como Clara salvou sua vida e a menina é convidada a presidir a festa em sua honra. Sentada no trono, ela vê as danças do chocolate, do chá e do café, especiarias raras no século XIX, representadas pelas coreografias espanhola, chinesa e árabe. Seguem-se os Russos, os Mirlitons e Madame Reginier, a bombonière de cuja saia saem doces, suspiros e bombons. As Flores dançam para Clara e a própria Rainha faz um pas-de-deux com o Príncipe. A valsa de despedida é dançada por todos e Clara volta para casa com seu Príncipe, em meio aos ares de fantasia e sonho.
A FLAUTA MÁGICA
O libreto é uma alusão à maçonaria, e mostra os dois grandes poderes que regem as relações humanas (bem e mal)
Tamino, personagem principal, é uma pessoa comum e é facilmente corrompido pela sociedade (representada pela Rainha da Noite). A Rainha da Noite pede a Tamino que capture sua filha Pamina, que está vivendo no templo de Sarastro, representante supremo do bem, ele é o Sol, o Dia, o Leão. Ele é considerado o grande benéfico. Ele havia capturado Pamina para livrá-la do mal. Tamino fica em dúvida se recaptura Pamina para devolvê-la à Rainha, ou se a deixa ser iniciada nos ensinamentos da bondade e justiça. Depois do contato com Sarastro, Tamino deseja iniciar-se também. Pamina e Tamino se apaixonam e, juntos, terão que passar pelos ordálios, que são alguns testes para que Sarastro saiba se estão realmente prontos para seguir seus ensinamentos.
A alusão que encontramos à maçonaria é Sarastro, o regente do dia. É como se a maçonaria fosse a salvação dos homens, mas ela não é para qualquer pessoa, é só para os nobres de coração e para os corajosos, pois, para ingressar nessa irmandade, é preciso passar por uma séria de desafios, e só assim, ser aceito.
Papageno, um meio-homem-meio-pássaro, é um que tenta passar pelos ordálios de Sarastro, mas não consegue chegar até o fim, mas nem por isso é mal visto por ele. Papageno quer apenas uma companheira, porque se sente muito solitário, e ele não precisa passar por isso, pois em nada complementará seu espírito. Ele é muito simples e ingênuo, muito parecido com Wolfgang, que desejava muito pouco para viver.
Wolfgang pregava a felicidade, tanto na vida quanto nas suas composições. A Flauta Mágica é o maior exemplo disso.
"A felicidade consiste unicamente em imaginarmos que somos felizes".
Wolfgang AmadeusMozart
A NONA SINFONIA DE BEETHOVEN
Vocês sabem tão bem da famosa e incomparável nona sinfonia!!! Ela é da mais profunda interiorização, que pode ser explicada pela sua surdez. Em 1799, Beethoven percebeu que estava ficando surdo, e quase teve um colapso, pois isso "teoricamente" poria um ponto final em sua carreira de músico. Mas isso não aconteceu, felizmente!! E foi na fase de surdez que Beethoven compôs suas obras mais brilhantes, pois ele raciocinava o som dos instrumentos na cabeça. Conta a história que Beethoven, num desses momentos de desânimo à sua moral como músico devido às respostas negativas dos críticos, logo reagiu.
Sabem o que ele fez para compor a nona sinfonia? Mandou cortar o pé do piano com uma serra daquelas de forma que ficasse rente ao chão, a fim de que ele pudesse sentir as vibrações. Ele encostava o seu ouvido junto ao piano e ao chão para que pudesse sentir as notas musicais; claro que ele teve a vantagem disso, visto que já ouviu as notas musicais um dia, mas, com a surdez, ele podia então 'ver' as notas musicais em toda sua plenitude. É lindo, se as pessoas realmente pudessem sentir a música pelo corpo, como o fazem os surdos, elas poderiam ver uma outra dimensão da música. Eu não posso ouvir as letras das músicas, mas posso senti-las. Sinto pelo chão ou colocando minhas mãos nos instrumentos de som, por vezes encosto meu ouvido direito e fazer com que os 12% que me restaram da audição pudesse sentir o ritmo.
domingo, 21 de março de 2010
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